segunda-feira, 29 de setembro de 2014

O povo falou. Respeitemos o povo!

Por Luís Ferreira

Neste Domingo, fruto da coragem de  líder político que soube sempre colocar o interesse coletivo à frente do interesse particular da sua carreira política, António José Seguro, foi possível haver uma participação histórica de cidadãos na escolha do candidato do PS a Primeiro Ministro.

Essa participação ultrapassou todas as previsões, tendo atingido os mais de 170 mil a nível nacional (1,9% dos eleitores), 5 mil no Distrito (1,3% dos eleitores e 491 no Concelho de Tomar (em igual percentagem). É uma participação histórica, única na democracia em Portugal.

Todos sabíamos há imenso tempo, do desejo efetivo do povo socialista para  que o nosso candidato a Primeiro Ministro fosse António Costa, bastava ouvir o cidadão comum no café. Isso não afastava a responsabilidade e o respeito que a legitimidade com que António José Seguro conduziu o PS a duas vitórias seguidas: nas autarquicas e nas europeias.

A inequívoca votação que António Costa obteve, com 68% a nível nacional, de perto acompanhada pelos 66% de Tomar, demonstram que chamado o povo socialista a optar, ele claramente disse quem queria para afastar este péssimo Governo que nos empobrece todos os dias.

Eu sou daqueles socialistas que entendia que devia ter sido dada uma oportunidade a António José Seguro para demonstrar que no Governo havia outro caminho, talvez menos mediático, para a gestão pública do País. Mas, como dirigente e militante do PS estarei na primeira linha a defender o afastamento de Passos Coelho e do PSD, com o candidato que o povo escolheu, que é também o meu candidato a Primeiro Ministro - António Costa.

A agenda política está escolhida, tendo sido apresentada a 17 de Maio - o contrato de confiança, o protagonista dessa confiança que os Portugueses e os Tomarenses desejam também - António Costa. Agora há que convencer os outros eleitores da importância da participação, junto do PS, para substituir o governo e a sua política.

Depois dos eleitores, no País e em Tomar, terem dado duas vitórias seguidas ao PS nas autárquicas e nas europeias, é este o momento de preparar a terceira vitória, agora nas legislativas.

Espero que haja de todos os futuros governantes o bom senso de não repetir os erros quer desta, quer da anterior governação.

Porque se tal não for feito, no final sofrerão os do costume: os mesmos que neste Domingo deram um exemplo único de cidadania e democracia. E acreditaram estar mesmo a escolher o melhor para o seu futuro.

Com o PS, podem os Tomarenses, como os Portugueses, acreditar que a esperança depositada, não há-de ter sido em vão.  Porque sabemos, sempre, respeitar as suas opções.

domingo, 28 de setembro de 2014

Trocar o certo pelo incerto, a meio de uma batalha?

Sobre a questão das eleições para Secretário Geral, quase disse o que tinha a dizer no Congresso Distrital.

Mas os meus 25 anos de militancia, (mesmo que recentemente muito revoltado com o estado infecto e putrefacto que observamos na política partidária e gestão da causa pública) exigem de mim a responsabilidade de tecer a minha opinião, apesar de considerar que pouco será a sua infuência. E de facto não subi espontânea voluntáriamente as escadas do número 166 da rua dos “Voluntários da República” em 1989 para não ter opinião.

Começo por confessar que tal como declarei no congresso, não vou votar. Não ia por premeditado boicote, mas ironicamente actualmente não poderia, devido a compromissos profissionais, mais importantes que este degladiar interno, onde vemos camaradas a guerrearem-se dentro das trincheiras, sob a risota distante dos nossos adversários políticos: Os saqueadores do estado social protagonizados pelo PSD e de certa forma os empatas utópicos da extrema esquerda quem nem fadam nem deixam fadar.

É a questão da definição de prioridades que muito me preocupa, e perante o segundo desafio que me colocaram este ano para manifestar a minha opinião entre camaradas.

O nosso concelho, a nossa região, o nosso país atravessa um grave período de crise económica, todas energias deveriam estar focadas no bem comum e recuperação de empregos e qualidade de vida. Em tempos dificil como este, de vacas magras, é de extrema importancia a eficácia e eficiência do trabalho de todos.

Sim, sempre fui apologista da mudança. Mas muda-se para melhor. Para ficar na mesma, não se muda, e sinceramente, não vejo onde estaria uma grande mudança ou benefício com a alteração do Líder. Já não tenho idade para acreditar em demagogias, sejam do atual ou do seu opositor interno.

Continuo a não apoiar nenhum dos candidatos, apesar de confessar uma amizade pessoal com o To-ze Seguro de quase 25 anos, cheguei a alberga-lo em casa dos meus pais, nas Cabeças quando ambos estavamos na JS.

O PS necessita estabilidade, e pelo que podemos observar, a questão da eleição do líder, antes de temporânea, já fora inoportuna. Por conseguinte, penso que quem com isenção, distancia e discernimento avalie entenderá que apenas perdeu o PS com a fragilidade das trincheiras.

Dito isto, preferia que os meus camaradas estivessem ocupados com a revitalização da economia local, regional e nacional. Preferia que Seguro estivesse concentrado em fazer uma boa e construtiva oposição e que Costa estivesse concentrado em gerir bem a sua autarquia.

Este não é tempo para individualismos e oportunismos, trocar o certo pelo incerto, que é como parafrasear, trocar o seguro pelo inseguro.

Abraço camaradas, e coragem!

Um dia histórico para a Democracia em Portugal

Por Luis Ferreira, livre pensador

Este dia 28 de Setembro virá  a ser um dia histórico para a democracia Portuguesa.
De forma simples, ao contrário do que alguns intelectuais de pacotilha auguram, o povo falará e, independentemente do resultado, nada voltará a ser como dantes.

Neste dia, apesar de poucos serem os que alcançam a importância, a democracia está em "referendo". Portugal nunca teve cidadania. Sempre teve elites e seguidores destas.

De certo modo, nunca fomos "Europeus" e, talvez por isso nunca estivemos diretamente envolvidos nas guerras que "por lá" se desenvolveram. É certo que no decurso da guerra peninsular nos entretivemos numa fratricida luta, com milhares de mortos e estropiados, mais em resultado da nossa incompetência, do que propriamente do "espírito guerreiro ou de cidadania". Foi o tempo "dos pilha galinhas", onde no fundo uma horda de pobres, de miseráveis, procurava estabelecer a ordem básica para a sobrevivência.

Hoje, para Seguro, é dia da colheita
Na preparação da nova guerra que se desenvolve por "essa" Europa, a democracia em Portugal, está hoje em referendo. Ganharão as elites e os seus seguidores? Ou ganhará o povo?

E se ganharem as elites, quanto tempo demorará a que o espúrio continue e Passos e quejandos, sejam substituídos por outros, sofregos que estão, pelos despojos dos anteriores "senhores"?

Com tudo o que é "gato sapato" a apelar ao voto no candidato das elites, com toda a barragem do poder da comunicação social a "produzir" o grande lider, com pés de barro, haverá alguma hipótese da democracia sobreviver e Seguro ganhar?

Não me parece impossível e, aconteça o que acontecer, os tempos que se seguirão serão ainda piores sob o ponto de vista do debate que se irá estabelecer em Portugal. Se o candidato do sistema vencer, há que resistir e utilizar todos os meios ao dispor, escrevi, TODOS, para tentar que a esperança popular aí colocada não seja defraudada. Se Seguro vencer, será o sistema a tentar tudo por tudo, para que ele não consiga chegar às eleições gerais de 2015.

No fundo, todos sabemos isso e, temos a plena consciência que é uma das últimas oportunidades para fazermos a democracia em Portugal vingar e ficar, efetivamente, ao serviço do povo e, não como até agora, apenas das elites.

Veremos. Eu por mim, darei o corpo às balas e continuarei o trabalho que há trinta anos iniciei: o de combater a injustiça e procurar promover a igualdade de oportunidades.





No fundo, aconteça o que acontecer, continuarei a ser socialista, mesmo que o meu PS fique mais limitado pelos interesses que combatem o povo.

Mas estou Seguro que não terá de ser assim. Lá para as 21H00 saberemos.


sábado, 27 de setembro de 2014

Por Seguro, pela Lealdade e pela Legalidade

 Virgílio Saraiva, Técnico Superior de Administração Pública e Direito de Consumo, membro da direção do PS de Tomar e sindicalista, dá a cara por António José Seguro

LEALDADE ….LEGALIDADE

Se tivesse de fazer uma análise ao percurso recente dos dois atuais candidatos a candidato a primeiro-ministro por parte do Partido Socialista deveria dizer que talvez a grande diferença entre ambos se prende com a Lealdade e a Legalidade. E parecendo pouco … é muito.

Num processo normal, de acordo com os estatutos e regulamentos do partido, muito provavelmente até seria um apoiante de António Costa. Contudo com a sua opção pela desLEALDADE forçando à ILEGALIDADE, perdi toda a confiança atual e futura, (e digo-o já para mais tarde não me acusarem de desalinhado) neste camarada.

Não sei concretamente o que o move e que depois de prometer fidelidade aos eleitores de Lisboa, venha agora protagonizar este papel. Teve tudo para ser secretário-geral, mas “escondeu-se com medo” das derrotas que lhe poderiam manchar a carreira ou “reservou-se” para ser candidato a Presidente da República. As supostas derrotas, transformou-as António José Seguro em vitórias. Bem aproveitadas, a um ano das legislativas, com uma oposição cerrada e crescente poderia dar-nos a maioria absoluta no próximo ano. Mas se Costa tinha a expetativa de concorrer a Presidente da República também viu o caminho tapado pela grande convergência em António Guterres. O seu calculismo falhou de tal modo que vai dar mais quatro anos de poder à direita, pois destruiu uma onda crescente de confiança que se deveria estar incitar em vez de se andar a criar guerras fratricidas que descredibilizam o partido perante a opinião pública e nos vão fazer regressar as níveis sociais da década de 50 do século passado, pelo simples facto da direita ficar com uma “alameda inteira” para destruir o resto que ainda existe do 25 de Abril.

As vitórias de António José Seguro foram “curtas”? Talvez! Mas foram vitórias, e a sua extensão só seria possível de analisar se a distância no tempo do nosso pior desempenho governativo (ainda que tendo muitas coisas boas) não fosse tão recente.
Claro que votarei SEGURO! Apelo que se lembre das duas vitórias conseguidas num ambiente, claramente hostil em que o governo estava constantemente a culpar o PS da desgraça que ia lançando no país. SEGURO merece o meu voto pela capacidade de resistência… e o seu também 


De 29 de Setembro em diante, Avançamos Juntos.




Aposta em Seguro é no interesse público

Anabela Estanqueiro, advogada, dirigente local, distrital e nacional do PS, explica a s suas razões por que aposta em António José Seguro


O meu apoio vai para o António José Seguro na sua candidatura a PRIMEIRO MINISTRO do nosso País, desde logo, pela seriedade e integridade de carater, por que tem pautado toda a sua vida pessoal e politica e depois, porque representa a defesa da transparência na prestação das contas no exercício dos cargos públicos e da separação entre a politica e os negócios, um flagelo e uma realidade, infelizmente, recorrente nos dias que correm.

O facto de  António José Seguro ser oriundo de um meio afastado da burguesia urbana, levou-o a ter de se impor mais a pulso com vista a fazer-se ouvir na defesa do interesse publico, mas em simultâneo  a defender como ninguém os valores da honestidade, da verdade, da solidariedade e da fraternidade, dos quais jamais abdicou em momento algum.

Acresce que, o António José Seguro conhece como poucos a realidade do nosso pais, que sempre percorreu de lés a lés, inteirando-se no terreno e no contato pessoal com o cidadão comum, com empresários e outros agentes, de todos os problemas nacionais, regionais e locais de Portugal. Mais, detém um amplo conhecimento e domínio da politica europeia.

Por tudo o que, voto António José Seguro, vote também, por forma a restituir a esperança aos portugueses e reforçar a defesa dos valores da seriedade e do interesse publico.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Seguro: mudar o sistema político é uma necessidade

Por Hugo Costa, coordenador da bancada socialista na Assembleia Municipal de Tomar, presidente da Mesa da Comissão política de Tomar e responsável distrital da organização do PS


Apoiar António José Seguro é estar ao lado de um combate justo e dos valores de esquerda que sempre identificaram o PS. 

O atual Secretário-geral sempre foi um amigo de Tomar. 
Venceu todos os atos eleitorais que o PS disputou, com o melhor resultado de sempre nas autárquicas. 

É um homem corajoso que vai mudar a forma de fazer política em Portugal. 
Mudar o sistema político é uma necessidade. 
Por isto voto e apelo ao Voto em António José Seguro no próximo Domingo

Seguro: "enquanto estiver na política não entro em negócios"

Por Vasco Marques, advogado, deputado municipal em Tomar e dirigente local e distrital do PS

Apoio o António José Seguro porque vejo os políticos como homens que se predispõe a gerir os recursos das populações e por esse motivo, a tomar decisões que afetem as pessoas que as constituem.

Os políticos, acima de tudo são homens, pelo que, após as eleições mantêm os defeitos e qualidades caracterizadores da sua personalidade, assim, se são capazes de usar esses atributos para convencer uma nação a votar neles são também capazes de usá-los na defesa daqueles que formam a nação dos seus eleitores, bem como na defesa dos homens e mulheres que os elegeram junto daqueles que também eleitos, são os seus pares na representação de outras nações.

É por isso que apoio o António José Seguro, pois acredito que é um desses homens, acredito que eleito Primeiro-ministro vai-se manter fiel aos compromissos assumidos perante os eleitores e não olvidará a defesa desta Nação, deste Povo, que tem sido espezinhado pela atual coligação de Direita que Governa o País, que o empobreceu aumentando os encargos para as gerações futuras coma a galopante dívida pública que é da sua responsabilidade.

Penso que António José Seguro representará os que nasceram em Portugal junto da União Europeia, BCE, FMI, etc., não se esquecendo do compromisso assumido, acredito que, ao contrário do atual Governo, não ficará impávido assistindo ao sofrimento dum povo, que tem tanto valor como os outros, que não é inferior, mas começa a sentir complexos de inferioridade, vendo filhos e filhas após se tornarem Drs. e Engenheiros partirem para trabalhar nas limpezas dos que tiveram a felicidade de nascer no Norte da Europa (todas as profissões são dignas, mas não podemos desprezar o nosso povo).

Acredito ser deste calibre o Camarada António José Seguro, mormente em virtude do testemunho partilhado pelo Presidente da Federação de Santarém, António Gameiro, o qual aquando do Jantar de Apoio à candidatura do Seguro, revelou que, passo a citar “Uma vez, em 2006, fui levar um convite a António José Seguro. Um convite para ser consultor de uma instituição bancária. A resposta que ouvi foi "enquanto estiver na política não entro em negócios"”. É por isto que revejo neste homem a Ética e o perfil indispensável ao desempenho do cargo de Primeiro-ministro de Portugal.


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Seguro Compromisso

Há um processo partidário que se arrasta há uns tempos e que começou mal, desde logo porque inesperado, e sobre o qual me tenho mantido em público silêncio, por vontade e por outras prioridades. Mas agora que a tempestade voluptuosa da contenda parece amainar, e de parte a parte os mais turbulentos parecem ser calados pela decência da ponderação e da elevação, é tempo de dizer que, apoio António J. Seguro.

Nada me move contra António Costa, e esse é o primeiro sublinhado. Na vida, na política, ou dentro de um partido, apoiar alguém não é estar contra outrem! Grow up kids!
Mas admito que não gostei particularmente da forma como surge, quase que endeusada, a candidatura do camarada Costa. As regras são a base da democracia e os partidos, sem os quais ela não existe, devem ser os primeiros a dar o exemplo e por isso, todo este decurso foi estranho e prejudicial ao PS, aliviando as atenções de quem as deve ter sempre, o governo.
E os cidadãos, já tão fartos e alheados da política e dos políticos, não precisam de mais exemplos que possam alimentar a má vontade contra quem elegem.

Mas pronto, as regras foram redefinidas, o processo avançou e há neste, como em tudo, danos e benefícios sendo que o mais relevante parece já ser inegável: as primárias, há tempo defendidas por muitos onde me incluo, vieram para ficar e será mais uma vez o PS – como aconteceu com a eleição direta do secretário geral ou com as quotas de paridade, por exemplo – a marcar a forma de funcionamento dos partidos na sua modernização e abertura à sociedade.
Agora, além dos militantes, muitos outros terão a oportunidade de exprimir a sua opinião sobre aquele que sem grandes dúvidas será o próximo primeiro-ministro deste país.

E voltando ao início, apoio Seguro. Porque na política como na vida, a palavra, e com ela o compromisso, e com eles a confiança, são prática e valores que é só sei respeitar. Para mim, sempre. A palavra é um contrato, e se nada mais houvesse, seria razão inteira para apoiar Seguro.
Tudo o demais, das qualidades e das ideias dispenso por agora, até porque duvido que alguém ainda se deixe convencer, a maioria saberá quem escolher.

Há de qualquer forma para mim algo evidente, ou não seria militante e tudo o mais, convicto socialista. Salvo alguma exceção grave, o secretário geral, bem como o candidato a que quer que seja do meu partido será a pessoa que apoio. Goste mais ou menos do estilo, do nome, dos amigos e de quem o rodeie, será sempre a pessoa que mais se aproxima dos valores que defendo, e estranho seria se assim não fosse!
Com Costa, ou com Seguro como espero, a partir de segunda todos somos precisos para continuar a lutar por este país. Saibamos sarar feridas e fortalecermo-nos com elas.
De 29 em diante, Avançamos Juntos.





Por Seguro, para terminar o caos instalado pelos últimos governos

Por Fátima Duarte, deputada municipal em Tomar e dirigente distrital do PS


António José seguro representa a meu ver, uma ruptura com o caos existente, uns caos chamado “crise”, um caos propositado que aliena e cega uma Nação, impedindo-a de ver para além da cortina imposta e fomentado pelo poder politico/económico.

Este caos foi instalado pelos últimos governos, consequência de más negociações na UE, o que nos levou a uma política imposta por uma globalização impiedosa, que subjuga os mais fracos escraviza o proletariado e a classe media que praticamente já não existe. O povo português não é “picuinhas” como afirmou um “monopolista” bem conhecido, porque é disso que se trata !!!  Criação de uma nova geração de monopólios que empobrecem o povo desta Nação chamada Portugal … Estamos a viver um tempo de falsa democracia, onde a palavra chantagem impera.

Com o António seguro acredito que o nosso “PS” bem como Portugal, volte ao rumo certo, ao rumo em que as “pessoas são pessoas”, onde a sensatez e o equilíbrio, são palavras de ordem, onde o poder económico só poderá ter  um lugar e uma função atribuída, que é a meu ver,  cuidar da economia da Nação/população e não de enriquecer “monopolistas” individualista e anti-democráticos!

Eu Voto António José Seguro, Eu voto num Futuro com Democracia! 
Eu voto num Futuro para as Pessoas!
Viva o PS

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

REFLEXOS DO NABÃO: Seguro é futuro

Por António Alexandre, ex-vereador e dirigente distrital do PS

Caro militante e simpatizante do PS.

No próximo dia 28 fazendo história, militantes e simpatizante do PS, podem e devem ir votar, na escolha do candidato do PS a primeiro ministro, nas próximas eleições legislativas.

Os portugueses nos últimos 40 anos, têm tido algumas más experiências, nas espectativas quanto aos políticos e governantes.

O portugueses queixam-se, que são enganados e traídos, pelos seus políticos, mas nesta democracia esses políticos, são resultado das escolhas dos eleitores e muitas vezes essa escolha, sabe-se é condicionada pelo poder do dinheiro e a influência dos poderosos, de que uma larga maioria diz mal, mas muitas vezes segue o ouve, nas suas votações sucessivas.

Assim embora e bem, se diga que o povo é soberano, é igualmente verdade, que todos os políticos foram ao poder por escolha, maioritária dos eleitores.

Porque chegados a esta crise, de valores, das condições de vida das pessoas,  das empresas, do próprio estado, é necessário ponderar bem, quem nos deve governar no futuro e tendo eu a minha opinião, venho partilha-la, também como forma de reflexão, para os que dia 28 vão escolher entre António José Seguro e António Costa.

Porque conheço Antonio José Seguro vão já alguns anos, bem como as suas sólidas qualidades morais e politicas, tendo ele da politica muitos conceitos, com que me identifico, entre os quais compromisso e seriedade.

Porque olha para os erros do passado no PS, como a oportunidade de não os voltar a fazer, tenho a convicção, de que Seguro é o melhor preparado, mais combativo e mais conhecedor da realidade nacional, para uma mudança não só de governo, como de politicas, conhecendo também como poucos o meio politico na Europa, tem Seguro já dado provas, de ser um lutador e ganhador.

Porque alguns dos históricos e destacados militantes do PS, que sempre se negaram a uma análise, do que correu mal no último governo do PS, agora querem voltar com António Costa.

Porque negar alguns dos erros cometidos, é um sinal da possibilidade, de os querer voltar a fazer.

Sendo necessário uma liderança do PS e do governo, diferente, liberta dos grupos de interesses, que nos levaram ao estado actual, mas também liberta das más praticas politicas, do passado.

Assim pela sua experiência, pela sua vontade de mudança, pela sua demonstração de coragem na luta por valores e pelas pessoas. Porque foi muito mais claro em propostas e compromissos de governação.

Pela sua seriedade, com apego á palavra dada, eu subscrevo o apoio e apelo também, ao vosso voto em António José Seguro.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

"Direito e dignidade"

A minha nota de hoje na rádio Hertz.


Sendo professor e estando o país a atravessar uma muito difícil fase na educação, não consigo fugir esta semana ao tema, não só da greve geral de professores da passada segunda, mas também da greve às reuniões de avaliação que decorre já há quase duas semanas ainda que de forma menos notada pela opinião pública.
Normalmente, não sou pessoa de aderir a greves e em todo o meu percurso terei feito apenas umas duas. E até concordo com quem acha que os professores têm feito uma ou outra greve a mais e algumas lutas erradas, levados por alguns sindicatos com agendas que não são necessariamente as que mais interessam aos docentes, normalmente os ligados à Fenprof (e para que fique mais claro, não acho nenhuma piada à postura, que muitas vezes como professor me deixa envergonhado, do nosso conterrâneo e há vinte anos fora da escola, Mário Nogueira).
Por isso, as greves (somadas com ideias tão absurdas como generalizadas: que ganham bem, que fazem pouco, que têm muitas férias…), ajudaram a criar uma imagem negativa dos professores junto da opinião pública apesar de terem sido quase sempre inconsequentes.

Não é o que se passa agora. Temos, talvez pela primeira vez, uma greve que tem efeitos, como é suposto que uma greve tenha! Se não é para ter efeitos para que serve uma greve?
É absolutamente incompreensível as opiniões dos que acham que, sim sim, têm direito à greve, desde que não prejudique ninguém. E de uma enorme hipocrisia os que acham que a greve de segunda prejudicou os alunos!
O que prejudica os alunos são as condições cada vez piores existentes nas escolas, a falta de recursos humanos e outros apoios, o aumento do número de alunos por professor havendo muitos casos de docentes com duzentos ou trezentos alunos; as propinas elevadas e os custos generalizados da educação cada vez mais elevados, e mesmo a falta de saídas profissionais ou um governo que diz à geração melhor preparada de sempre para emigrar. Isso sim, prejudica os alunos!
E mais importante que isso, prejudica todo um país e o seu futuro.

Claro que não é apenas a questão da qualidade, ou cada vez mais, a simples sobrevivência da escola pública. É também, claro, a questão laboral dos docentes e a perspetiva no horizonte próximo de mais uns milhares de professores para o desemprego. E se isto não é razão mais que legítima para fazer uma greve, então o que será?!
É acima de tudo uma questão de dignidade. O governo não pode continuar a achar que pode fazer tudo o que quer por mais insólito, insensato ou ilegal que seja – chegando ao ponto de dizer que, se contrariado pelas decisões dos tribunais e pelo direito dos trabalhadores, altera a Lei. Em que espécie de democracia julga o governo que estamos?

Não é um acaso, é mesmo uma linha de conduta. Este governo não atribui qualquer importância ao direito dos trabalhadores e não aceita ser contrariado, estamos a assistir ao mesmo, por exemplo em relação aos subsídios de férias da função pública.

E, a intransigência e insensatez do governo ao não ter feito o óbvio que era alterar a data de exame da passada segunda, permitindo a falta de equidade, uma vez que, sem culpa, alguns alunos fizeram exame outros não, mas mesmo os que o fizeram, fizeram-no com um elevado conjunto de ilegalidades, contra as regras definidas pelo próprio ministério, prova algo muito mais grave que toda a questão dos docentes e dos alunos…
Já era evidente que o governo se está nas tintas para os alunos, e quer lá saber da legalidade, da equidade ou da igualdade de oportunidades. O que aqui se provou com esta atitude é que o governo quis vincar uma vez mais, não aos docentes mas a toda a sociedade, que não está para cedências, diálogos ou reivindicações, quis mostrar basicamente que, não adianta a contestação e a luta dos cidadãos, o governo fará sempre o que quer, contra tudo e contra todos, mesmo que contra milhares de cidadãos, ou contra a lei e contra os tribunais.
E é essa atitude, digo eu, que não podemos aceitar vindo de qualquer governante. E é por essa essência de dignidade e de limiar mínimo do estado de direito onde os governantes não se impõem aos cidadãos, mas respeitam-nos e representam-nos verdadeiramente, que acho que todos devemos continuar, e muito mais do que até aqui, a lutar.
A Liberdade e a Democracia são daquelas coisas a que costumamos dar valor quando não as temos. Por isso espero que tenhamos todos a noção de que já estivemos mais longe de as perder.

Hugo Cristóvão

domingo, 9 de junho de 2013

Vistas curtas...

Nota do dia, do vereador Luis Ferreira, neste Sábado (8 de Junho) na Rádio Hertz


Esta sua Rádio tem vindo a fazer um esforço no sentido de dar voz aos diferentes candidatos às autárquicas em entrevistas semanais sucessivas, tendo por aqui já passado os candidatos da CDU, Bruno Graça, do PS, Anabela Freitas e dos independentes, Pedro Marques. Duas repetições, às quais se seguirão mais duas, do PSD, Carlos Carrão e do CDS Ivo Santos, e apenas uma estreia, a de Anabela Freitas.

São entrevistas importantes, se tivermos em conta que de entre este leque de cinco candidaturas, eventualmente reforçada com uma sexta por parte do BE, sairão quer o, ou a, futura Presidente de Câmara e o principal naipe de vereadores, que irão tentar gerir, com as dificuldades que já existem e mais aquelas que este Governo há-de criar, até se ir definitivamente embora em 2015.

Anabela Freitas deixou no ar uma clara opção de que se tiver de escolher entre garantir as refeições e os transportes escolares ou apoio às famílias em dificuldades, a recolha de lixo, limpeza urbana, os serviços de ambulâncias ou o funcionamento da generalidade dos serviços da Câmara, o que primeiro deixará de fazer é pagar o “roubo” mensal que é feito por força do acordo, ilegítimo, feito por esta Câmara em relação ao Parque de Estacionamento da Praça da República. E fez bem em clarificar isso.

Para que não digam que os políticos são todos iguais, Anabela Freitas, tocou nas duas feridas graves, que vão continuar a destruir o nosso futuro. A outra, também foi por ela abordada e prende-se com a choruda fatura que há-de vir da tão brilhantemente gerida Sociedade Polis, pelos Monteiros e Carrões deste Concelho. Ninguém sabe, quanto vão custar os 40% de responsabilidade que o Município tem nela. Isto apesar de há mais de três anos a vereação vir pedindo que sejam presentes as contas. Ou me engano muito ou viremos a ter uma fatura muito superior à da ParqueT. E ninguém é responsabilizado por isto?

Anabela Freitas pode ser a única candidata a Presidente estreante nesta disputa, mas já disse mais que todos os outros juntos até agora. Disse e demonstrou que com ela, as coisas por aqui, vão mesmo MUDAR.

Num outro registo, estão a ser agora anunciados “em catadupa” os diferentes candidatos a Presidentes das Juntas de Freguesia do Concelho pelos diferentes partidos, depois do PS ter dado o tiro de partida com Augusto Barros há dois meses atrás. Dada a destruição que este Governo e o seu candidato Carrão, promoveram nas Freguesias, é de louvar que tantos e tão empenhados cidadãos se disponibilizem a este trabalho ingrato de serem autarcas de freguesia. Para eles, todos eles, de todos os partidos e movimentos um agradecimento público pela coragem que têm de nesta adversidade se disponibilizarem, também, a MUDAR as suas vidas e a dos seus Fregueses.

E por falar em MUDAR, que dizer dos excelentes fins-de-semana de animação que a Cidade vem vivendo? Uma Festa Templária, que contou com inúmeros pontos de interesse, desde a animação de rua, com concertos, desfiles, visitas guiadas pela cidade, a eventos no Convento e a um excelente seminário académico sobre o tema no instituto Politécnico. Está ou não qualquer coisa a começar a acontecer em Tomar? Vale ou não a pena, recriar a parceria entre instituições do Concelho, Empresas, Escolas, Freguesias, Associações e os cidadãos individuais, a exemplo da Festa dos Tabuleiros em outros momentos do ano e dos anos? Se a isso juntarmos os torneios desportivos de futebol e de hóquei que se vão realizando, bem como toda a dinâmica que a dança também já vai tendo, a par dos eventos regionais e nacionais da ginástica desportiva, temos de fato algo a MUDAR e para melhor na nossa terra. E já agora neste Sábado temos por aí centenas de pequenas VESPAS, animação do dia da criança quanto baste e um excelente Concerto da Orquestra de Câmara Portuguesa no Convento de Cristo às 18H00, com entrada gratuita e tudo. Basta estar a horas e a qualidade é garantida.

Para terminar, um voto de que o Município e as Juntas de Freguesia continuem o esforço de alcatroamentos que vêm fazendo, absolutamente necessários e imprescindíveis. As populações agradecem. É para isso, também que as pessoas são eleitas de quatro em quatro anos. Mas não precisam de pensar que é por isso que esta ou aquela Freguesia irá votar no partido do Governo e da Câmara. É que as pessoas já não são de vistas curtas. Quem assim pensa é que as tem. As vistas. Curtas!

Tenham um bom fim-de-semana e até daqui a quinze dias.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Independentes apresentaram a sua Lista de candidatos à Câmara de Tomar

O grupo político independentes por Tomar, apresentou a sua lista de candidatos à Câmara Municipal.
Atualmente este grupo, liderado pelo ex-Presidente da Câmara, eleito pelo PS em 1989 e 1993, detem a presidencia de três juntas de freguesia (em 16) - Alviobeira, Junceira e S.João Batista, tendo eleito 5 deputados municipais (em 21) e 2 vereadores (em 7).
Nas últimas eleições foi a terceira força política mais votada, a seguir ao PSD, que ganhou e ao PS, que ficou em segundo.

São estes os seus candidatos:
1. Pedro Marques, 57 anos - Advogado
2. Hélder Henriques, 55 anos - Oficial do Exército Tenente Coronel na reserva.
3. Margarida Mourão, 32 anos - Engenheira Química
4. David Simões, 50 anos - Licenciado em Gestão
5. Alexandre Lopes, 66 anos - Gestor de empresas
6. Sílvia Fonseca, 32 anos - Advogada
7. José António Rosado, 36 anos - Professor. Universitário

quinta-feira, 6 de junho de 2013

"Comunidade somos todos"

A minha nota do dia ontem na rádio Hertz.

«Nós por cá, neste canto empobrecido da desnorteada europa, caminhamos rapidamente para o verão, mais um daqueles períodos em que os portugueses, embalados pelas dunas, adormecem e se tornam “alheios a tudo”, como na célebre canção dos GNR.
Mas até o verão este ano se anuncia como o país, instável. Ora morno, ora frio, ora a escaldar.

Com um governo ziguezagueante sem liderança ou rumo, sem estratégia, sem força, poucos são os que ainda acreditam que algo bom dali possa advir, e cada vez mais são os sinais de que a mudança está para breve.
Mas isso não quer dizer que o grau de destruição da nossa economia e da nossa sociedade não continue. E várias são as questões graves em que o governo tem tocado e contribuído para essa destruição. Talvez a mais grave seja mesmo no que tem que ver com questões de cidadania e de sustentação do nosso imberbe e cada vez mais frágil e ilusório regime democrático.

O discurso e actuação do Governo, numa acção premeditada baseada na tão velha como indesejável ideia do dividir para reinar, está a construir o óbvio: colocar novos contra velhos, desempregados contra empregados, trabalhadores contra reformados, recibos verdes contra trabalhadores com contrato, trabalhadores do sector privado contra funcionários públicos, e no fim, todos contra todos, acabando isto no igualmente célebre adágio, “em casa onde não há pão, todos ralham sem razão”, ainda que aqui seja mais, todos com razão mesmo que não seja a mesma.
Com o país a afundar-se cada vez mais sob o peso da austeridade, o número de desempregados a bater recordes, a dívida a aumentar, os jovens a fugir, um governo sem liderança ou propósitos que, apesar de ter prometido entre tantas outras falsidades, que seria pequeno, fez já quase cinco mil nomeações políticas, mais tudo o que tem que ver com a ideia generalizada de impunidade que, é evidente o trivializado descrédito nos políticos e nas instituições públicas, e pior que isso, na Política e no Estado enquanto ideias máximas e mais ou menos abstratas.

Quando o descrédito é muito, e quando as necessidades básicas do corpo e do espírito humano não estão saciadas ou vão estando em risco, como a alimentação, habitação, saúde, mas também o respeito, o trabalho digno, a solidariedade… a Democracia começa a ser uma questão secundária para a maioria dos cidadãos, e a história ensina-nos como isso normalmente não leva a nada de bom. Cada vez mais a tensão se sente, mesmo que disfarçada sob muita apatia. Mas em relação ao governo por exemplo, algo há que há muto sabemos, eles já nem podem sair à rua, e só falam em ambientes previamente esterilizados de oposição ou crítica.

Já nós por cá, neste canto empobrecido das margens do nabão, outrora terra de cavaleiros e aventureiros, agora cada vez mais de apeados e temerosos, vamos sentindo no essencial o mesmo.
Já ninguém pode com, ou nada espera da atual Câmara, e isso vem bem detrás, ninguém acredita em coisa nenhuma, o descrédito é total e, de uma forma transversal à nossa comunidade, de jovens a idosos, da cidade ou das aldeias, com mais ou menos formação académica, empregados ou desempregados, com mais ou menos remunerado emprego, as afirmações, os desabafos, nos intervalos em que condescendem falar do assunto é o de achar a política nabantina e alguns dos seus intérpretes uma anedota, sem ideias ou capacidades, uns que fizeram mal outros que querem fazer, etc, etc.

Ora, pois claro que concordo com algumas das afirmações, pois se eu até já fiz muitas delas e em alguns casos fui o primeiro a fazê-lo. Agora, há uma diferença entre a crítica construtiva e a desistência. E desengane-se quem julga que se pode anular a política e viver sem ela. Enquanto existir a necessidade de tomar decisões públicas e coletivas terá de existir política.
Não há Democracia ou sequer sociedade humana sem ela. Os políticos são maus? Pois substituam-nos. Os partidos funcionam mal? Pois adiram e tornem-nos melhor, Portugal é dos países europeus com menor taxa de participação dos cidadãos nos partidos e na política ativa.
Não pensem é que se não participarem, que se se desinteressarem, que se nem sequer votarem, mudam alguma coisa. Essa é precisamente a melhor forma para que tudo fique na mesma, e provavelmente a principal razão pela qual também os políticos são cada vez mais alheados da comunidade ou sociedade onde estão inseridos, vivem cada vez mais num mundo só seu, e globalmente mais desfasados da realidade e por isso das soluções tantas vezes óbvias ou apenas requerentes de bom senso.

Lembremos apenas isto para que fique bem claro: nas últimas eleições autárquicas em Tomar, os eleitores que tiveram melhores coisas que fazer que ir exercer o seu dever de voto, quase dessásseis mil, eram suficientes para só por si, dar a vitória a qualquer das sete listas a sufrágio. Repito, a qualquer das sete listas a sufrágio. Mas depois ouço todos a queixarem-se de quem ganhou.
Será assim tão difícil percebermos que, alguém terá sempre de ser eleito, e que, mesmo para os que se abstiverem, essa escolha é responsabilidade de todos?
Aceitemo-lo ou não, a verdade é que, como eu costumava dizer quando era líder de um partido, Tomar Somos Todos!»

Hugo Cristóvão

domingo, 26 de maio de 2013

Novas do Centro Hospitalar do Médio Tejo

Nota do dia, de 25 de Maio de 2013, do vereador Luis Ferreira, na Rádio Hertz




Realizou-se recentemente mais uma reunião do conselho consultivo do Centro Hospitalar do Médio Tejo, onde a par de outras questões, toda a atividade desenvolvida por este importante sector de saúde da nossa região esteve em análise. O Município de Tomar fez-se representar pelo seu Vice, o vereador José Perfeito, o qual segundo o próprio nos disse, nada apresentou ou defendeu nessa reunião em nosso nome. Pois! Mas passemos a alguns dos fatos que aí foram analisados:

1 – Desde logo a constatação da colossal diminuição da atividade do Centro Hospitalar no passado ano de 2012, com uma redução do número de urgências (entre episódios observados e urgências diretas) em quase 20%, do total da atividade cirúrgica em 9%, dos partos em 8% e das consultas externas em 5,5%;

2 – Esta diminuição de atividade hospitalar, com causas várias, entre as quais naturalmente a reestruturação que este Conselho de Administração, no seguimento de instruções do Governo decidiu implementar, os quais retiraram a medicina interna da Unidade de Tomar e reduziram a um quase nível de “Centro de Saúde” aquilo a que chamam urgência Básica, que pouco mais é do que um guiché de triagem para encaminhamento para a sobrelotada urgência da unidade de Abrantes, velha, degradada e a caminho de lado nenhum ou para as urgências mais diferenciadas dos Hospitais centrais de Lisboa, apesar de Coimbra ser mais perto e, hoje graças à A13, a muito menos tempo de caminho;

3 – Talvez os ouvintes não saibam, mas esta tecnicamente chamada “drenagem” para Lisboa faz-se porque estando o centro hospitalar do médio tejo integrada na Região de Lisboa e Vale do Tejo e sendo Coimbra na zona Centro, apesar de mais perto e de mais rápido acesso por parte substancial da população abrangida – basta pensar nos Concelhos de Ourém, Tomar e Ferreira do Zêzere, onde vive cerca de 50% dos habitantes do Médio Tejo. Ora, esta alocação obrigatória já há décadas que não faz qualquer sentido e o Ministério devia resolver este constrangimento;



4 – Mas nem tudo na atividade do nosso Centro Hospitalar foi mau. Talvez resultado da redução geral da atividade observada, foi possível melhorar a “qualidade” do serviço medido em reinternamentos, quer ao fim de 5 dias, quer de 30 ou mais dias, os quais baixaram significativamente, especialmente para os prazos mais longos. Também o número de óbitos nas “urgências” continuou em 2012 a sua descida, neste caso de 15%, a qual já se havia iniciado em 2010;

5 – A nível dos indicadores económicos, foi possível baixar, quer a dívida vencida total, que está actualmente nos 47 Milhões€, quer o resultado líquido, negativo em 17,5 Milhões de euros, ao qual naturalmente não é estranho, quer a redução de pessoal, quer a diminuição da atividade, quer a concentração de serviços. Sabemos todos que parte desta melhoria económica foi feita à custa do aumento das despesas das famílias e de um menor acesso aos Hospitais, pela maior parte dos serviços ficarem hoje “mais longe” do que estavam há dois anos atrás.

 



6 – O conselho de administração está correto ao insistir em querer, estrategicamente, em criar nas três unidades uma única cultura operacional, acabando com a lógica pré-existente das “capelinhas”, está correto ao querer investir na complementaridade entre as unidades, já está errado quanto a nós em insistir em concentrar serviços de apoio á população (eliminando acessos de proximidade – especialmente à área mais populosa do Médio Tejo, no eixo Ourém-Tomar-Ferreira) e está rotundamente errado, faltando inclusive à verdade, ao afirmar que está a cumprir o despacho nº5414/2008, relativamente às Urgências. Não só não o está a cumprir, como ao concentrar todas as urgências – dignas desse nome, na unidade de Abrantes, contribui não só para colocar a população do médio tejo na sua unidade mais descentrada em relação à residência, como é notório e conhecido de todos que sendo esta a unidade mais antiga, é a que menos condições tem e onde todos os anos mais dinheiro se gasta em adaptações e obras.

 

Como sempre foi afirmado pela Presidente do PS, Anabela Freitas, uma reorganização dos cuidados de saúde, com articulação entre a rede de cuidados primários (rede de USF e centros de saúde), a de cuidados hospitalares e os cuidados continuados, mantendo a humanidade da proximidade possível aos doentes e às suas famílias, é a essência daquilo que deveria constituir uma política de saúde no Médio Tejo. E aí, só uma liderança que saiba o que quer e o que faz, pode ajudar a que Tomar participe e consiga o melhor. Honestamente não é com participações mudas nas reuniões que tal se consegue. Aí o nosso vice-Presidente José Perfeito, mandatado pelo Presidente Carrão para estar presente deu, mais um péssimo contributo para isso.

 

Até daqui a quinze dias e que continue a Festa Templária, que tristezas não pagam dívidas e ouvem-se foguetes no ar: Há Festa em Tomar!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Há 4 anos Câmara PSD fez obras em que Freguesias?

A informação é a nº321/2010, de 29/3/2010 e refere-se ao "RELATÓRIO DE DESPESA DO ANO DE 2009" do Departamento de Obras Municipais (DOM), que nos diz que:
 
"Na sequência das obras de administração direta, executados pelo DOM no ano de 2009, foi elaborado um relatório de despesa, (...) A despesa apurada (...) foi de 3.456.046,93€"
 
A páginas 3 do referido relatório de Despesa do ano de 2009 (ANO DE ELEIÇÕES), está a cedência de materiais, mão de obra e equipamento a Juntas de Freguesia no ano de 2009, num montante global de 326.445,26€, percentualmente distribuidos da seguinte forma:

S.Pedro          - 11,29%
Carregueiros  -  9,23%
Asseiceira      -  9,05%
Casais            -  9,02%
Sabacheira     -  8,92%
Pedreira         -  7,24%
Olalhas          -  5,70%
Beselga          -  5,69%
Madalena       -  5,63%
Paialvo           -  4,83%
Junceira          -  4,61%
Sta Maria        -  4,27%
S.João             -  4,10%
Alviobeira       -  3,86%
Além Ribeira  -  3,32%
Serra               -  3,15%

A vermelho, as Freguesias que não eram na altura geridas pelo PSD ou cujo Presidente não se havia já "transferido" (caso de Carregueiros).

Será que em 2013 vamos assistir novamente a esta situação?

segunda-feira, 13 de maio de 2013

TURISMO, NOVAS BANDAS E AUTÁRQUICAS

Nota do dia, do vereador Luis Ferreira, no Sábado dia 11 de Maio, Rádio Hertz (92 e 98FM)

Estamos a uma semana do grande evento do ano, que envolverá comerciantes, associações, juntas de freguesia e, disso estamos todos expectantes, alguns milhares de forasteiros que à nossa cidade demandarão. De 23 a 26 de Maio teremos a tão esperada Festa Templária, a qual apontando no direcção certa – a da assumpção, finalmente, da marca Templária, cumprindo aquilo que a Assembleia Municipal de Tomar aprovou em 1997, na sua estratégia de desenvolvimento: o Turismo Cultural.

Mas sobre isto é necessário, mais uma vez, falar que estes eventos não podem estar desarticulados de uma estratégia mais global, a qual use cada evento para promover o seguinte, como começou a ser realizado em 2010 e que, por exemplo, neste Congresso da Sopa já aconteceu, com a interessante promoção da Festa Templária.

Falemos também, dos públicos alvo.

Continua a haver em Tomar a ideia, nunca demonstrada, que quem animaria a nossa economia turística seria a área metropolitana de Lisboa. Ora, o que a promoção realizada há uns anos provou, pelo incremento significativo dos visitantes (+5% no Convento e +20% na cidade), das dormidas na Hotelaria (+5% no global, mas mais de 15% nas pensões e residenciais) e no substancial aumento na restauração, foi que o investimento da promoção no centro e norte do País, tirando partido das novas acessibilidades do IC9 para Fátima, Leiria e Nazaré, bem como da A13 para Coimbra, era o mais acertado. Também a aposta de promoção autónoma de Tomar em Espanha, começou e deveria ter tido continuidade, uma vez que este, que é o maior mercado emissor de Turismo da Europa, é perto de Tomar. Madrid fica a uns meros 500 Km de Tomar, Salamanca a 300Km e Cáceres / Mérida a 250 Km, por exemplo.

Se a tudo isto juntarmos aquilo que é uma das duas únicas singularidades de Tomar – a marca Templária, a par da Festa dos Tabuleiros -, percebemos o roteiro e o manancial de gentes que podemos conquistar para animar a nossa Economia. O Turismo é, na Europa, uma das duas atividades económicas legais que cresce anualmente perto de 10%, a par da tecnologia.

Como sempre disse, escrevi e procurei realizar, só com a ocupação de, pelo menos 26 fins de semana por ano, com atividades de alguma dimensão de índole turística, cultural, desportiva e de animação, promovidas externamente, pode este sector económico constituir uma verdadeira alternativa para a criação de riqueza, redução do desemprego e afirmação do orgulho de Tomar, na sobrevivência neste século de todas as crises…

Tomar tem atractividade e recomenda-se!

Entretanto, noutro sector, o da produção musical, Tomar continua a afirmar-se, não tanto já pela referência nacional que os Quinta do Bill representam, já com 25 anos de carreira, dos FH5, nas suas diferentes composições ou mesmo na Banda Réplica, mas também pelos novos grupos, por exemplo ontem com a apresentação em Alviobeira, da Banda Kripton, ou pela nova experiência do Grupo JUST UNDER, da já mítica aldeia de Cem Soldos, que desde 2006 se vem afirmando e que lança daqui a quinze dias, no Sábado dia 25, precisamente em Cem Soldos, o seu álbum de originais, que num registo indie-rock, demonstra que a sua participação no Optimus Alive do ano passado não foi um acaso.

Tomar está viva e recomenda-se!

Numa última nota, naturalmente que a 18 semanas das eleições para as Juntas de Freguesias e Câmara, algumas das notícias que marcam são as escolhas que os diversos partidos vão fazendo, para tentar convencer os cada vez menos eleitores do Concelho – este ano são já só 37.486, menos 600 do que há dois anos, comprovando a perda de quase 500 habitantes por ano que o Concelho vai tendo.

Se o PS optou por uma estratégia de promover a sua candidata Anabela Freitas, num périplo pelas Freguesias na apresentação da renovação total dos seus candidatos às Juntas, com uma única excepção na Madalena e a CDU se manteve na sua tradicional apresentação conjunta dos seus habituais candidatos, já o PSD fez uma excelente escolha, para tentar dificultar a expectável continuidade de Augusto Barros como Presidente de Junta, ao escolher o conhecido fundador desta Rádio, Rui Costa, para a contenda.

Menos lógico parece ser a sua aposta do PSD, ao candidatar a vereadora a atual Diretora da Escola de Santa Maria do Olival, Celeste Sousa, também recandidata a continuar, em eleições que se realizam dentro de semanas, por mais quatro anos como Diretora do respetivo Agrupamento. Esta coisa de quem se pretende iniciar na política, de começar com o pé esquerdo ao querer ser candidato a tudo, é muito mau sinal. Ou será que o PSD já sabe que pode perder a Câmara e aposta em candidatos a vereadores, que previamente asseguram os seus “tachos”, para tranquilamente ficarem na oposição a Anabela Freitas? Ou Celeste Sousa é apenas uma falsa candidata a Diretora de Agrupamento?

A coisa, dê para onde der, promete…

quarta-feira, 8 de maio de 2013

«Deseducar por decreto»

A minha "nota do dia" de hoje na rádio Hertz.

Ontem estive, tal como milhares de outros professores que habitualmente não lecionam o primeiro ciclo, a vigiar os exames de Português dos alunos do quarto ano, algo que não acontecia em Portugal desde 1974.
Os alunos que, esses sim deveriam estar a ter aulas comigo, bem como milhares de outros que do quinto ao nono ano em muitas escolas, ficaram sem aulas porque foi necessário deslocar professores para fazer as vigias, o mesmo acontecendo com muitos dos alunos que realizaram a prova, alguns deles largos quilómetros. E na próxima sexta tudo se repete para o exame de Matemática.

Porquê, para quê, com que objectivos e resultados? Em verdade para nada, apesar de ser dito que conta para a avaliação em 25%, mesmo isso não é na prática verdade. Podem ter a absoluta certeza que nenhum aluno passará ou reprovará de ano à conta destes exames. Aliás, se ele servir para avaliar alguém, será para de forma encapotada avaliar sob pressão os professores destes alunos, que em verdade deixaram quase de dar matéria e ensinar no sentido lato do termo, para ao invés andarem nos últimos meses a formatar os infantis discentes para estas provas absurdas. Nada mais.

Então mas para que foram feitos afinal? Para alimentar a teimosia ideológica e irrealista do ministro da educação que, num governo desnorteado, sem liderança ou projecto e com atenções voltadas para outras áreas, descurando como habitual a educação que para eles não merece grande cuidado ou, como vai acontecendo, importante apenas para fazer cortes e mais cortes, o tal ministro faz o que quer por mais disparatado que seja sem que os outros do governo lhe liguem grande coisa. Está aliás mais que provado que eles ligam pouco uns aos outros.

Claro que os alunos se devem acostumar a fazer exames desde cedo, para se exercitarem aos procedimentos, para ganharem experiência, para que quando for realmente a contar, e esses devem ser só no fim do secundário – ou quando muito também no fim do ensino básico, que é como quem diz, do nono ano – já estejam habituados e não sejam prejudicados pelo nervosismo primário. Mas para isso não é necessário este nível perturbações no sistema e gastos de milhares de euros para o fazer. Os testes intermédios introduzidos nos últimos anos, que eram realizados em todo o país no mesmo dia, mas retirados pelas direcções das escolas por via digital e sem contar para nota, serviam muito bem este propósito.

Também sei que, à boa moda portuguesa – e o ministro apoia-se nisso – algumas pessoas de mais avançada idade, saudosistas do passado, acharão muito bem a realização destas provas até porque, dirão, no seu tempo também as fizeram.
Nada mais errado, nada aqui pode ser comparado com o que se passava nesses tempos em que grande parte da população era analfabeta, e os que iam à escola ficavam na sua maioria, precisamente pelo quarto ano – ou quarta classe, como se dizia então.

Na verdade este regresso aos “exames da quarta classe” só acontece por uma dualidade entre a cegueira e teimosia ideológica e, precisamente, o querer fazer de conta para agradar a uma população envelhecida e conservadora que poderá ver nisto um regresso a um suposto rigor e um saber fazer que estão mais que ultrapassados.
Se assim não fosse, porque será que só um país em toda a europa, para além agora de nós, realiza estes exames? E esse país sabem qual é? Um exemplo a seguir seguramente… Malta, o pequeno país do tamanho da nossa Madeira e que, quando o visitei, era bem mais atrasado que o nosso cantinho à beira mar plantado.

Enfim, não basta tudo aquilo que está a montante da escola, como o atual nível de desemprego e uma comunicação social nacional que tende a mostrar uma falsa ideia de que estudar não compensa ao qual as crianças não são imunes, temos também esta caturrice e cegueira ideológicas a comandar a educação, com opções desastrosas, cortes cegos, e medidas inconsequentes e dispendiosas, que é o que o atual ministério tem estado a fazer à educação, e em muitos níveis a impor um retrocesso de décadas, tanto naquilo que está a ser impingido aos alunos e à comunidade, cujos resultados desastrosos só serão percebidos daqui a uns anos, quer naquilo que a escola pode oferecer à globalidade dos alunos, que começa a ser pouco.

Estamos a regressar aos tempos em que as crianças com famílias capazes de as apoiar fora da escola, quer no reforço do trabalho em casa quer pagando apoios extra, terão futuros mais risonhos.
As outras, que se amanhem, que o sucesso e a igualdade de oportunidades não é para todos.
Não se enganem, é assim que este governo pensa, mas este é o governo que os portugueses escolheram….

Hugo Cristóvão

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Ano de Eleições na senda das estradas e caminhos...

O Partido Socialista aproveitou a recente reunião do executivo camarário para abordar questões relacionadas com a pavimentação de algumas das estradas do concelho. O processo está em curso mas a oposição na autarquia não quer ver repetida a situação de há quatro anos em que o executivo foi acusado de eleitoralismo e favorecimento nas escolhas das estradas a intervencionar.

O vereador Luís Ferreira deixou claro que o PS apoia o processo mas pretende que a Câmara informe quais as intervenções programadas, estratégia e custos envolvidos: «Somos totalmente favoráveis a uma intervenção qualificante nas estradas, nos caminhos e arruamentos mas o mínimo que se exige é que o senhor presidente de Câmara informe a vereação sobre aquilo que está programado e qual a estratégia. Desde há quinze dias vieram ao nosso conhecimento algumas intervenções que estão preparadas que nos fazem duvidar da boa intenção com que são feitas. Dado o ano em que estamos, para evitar as acusações que foram feitas há quatro anos, será necessária essa informação...». Os Independentes por Tomar associaram-se a estas preocupações. O vereador Pedro Marques lembrou algumas questões centrais ao processo nomeadamente a necessidade de as intervenções nas estradas serem feitas de acordo com as prioridades: «Concordamos com a cooperação para colocar os caminhos transitáveis mas urge resolver algumas situações. As coisas estão a ser feitas mas não pelas prioridades. Há quatro anos gastou-se dinheiro em coisas que não eram prioritárias. Não queria que caíssemos no mesmo logro». O presidente da Câmara de Tomar garantiu que a curto prazo será disponibilizada informação sobre as obras em curso. Carlos Carrão lembrou que, de momento, essa intervenção está a ser levada a cabo na freguesia de Santa Maria: «Toda a informação será entregue aos senhores vereadores mas convém dizer que estas intervenções já começaram em Janeiro do ano passado. Há a condicionante financeira, sem esquecer o pessoal, o que faz com que tenhamos uma intervenção muito mais redutora. Convém referir que há seis anos não era feita qualquer intervenção em Santa Maria dos Olivais».